segunda-feira, 5 de julho de 2010

प्रोवास GABARITADAS

1ª série Ensino Médio


1) Após a expulsão dos holandeses do Brasil, em 1654, as relações entre a colônia e a metrópole portuguesa caracterizaram-se pela:
a) prosperidade econômica, tanto da colônia como da metrópole, em função da expansão do mercado açucareiro.
b) estabilidade financeira de ambas, uma vez que não houve o pagamento de indenizações nos tratados de paz.
c) menor opressão da metrópole sobre a colônia, em virtude da extinção do pacto colonial.
d) crise econômica decorrente da concorrência do açúcar holandês das Antilhas, afetando a metrópole e a colônia.
e) superação da dependência econômica de Portugal e Brasil em relação à Inglaterra.
Resposta: D
Resolução: A expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro, provocada pela Insurreição Pernambucana, em 1654, acarretou a decadência da exportação do açúcar brasileiro, devido à concorrência da região das Antilhas, a qual contou com financiamentos flamengos, atingindo os interesses econômicos dos senhores de engenho e de Portugal.
2) No final da década de noventa, o "Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra" converteu-se numa das principais forças de protesto social no país. As raízes históricas desse secular problema brasileiro remontam:
a) à mal sucedida reforma agrária realizada pelo governo de João Goulart, durante a campanha das Reformas de Base.
b) à criação do Estatuto da Terra, durante o Governo Militar, que implementou todas as mudanças necessárias para modernizar a estrutura fundiária.
c) ao início da colonização brasileira com a doação das sesmarias e a Lei de Terras de 1850, que reforçaram a concentração da propriedade nas mãos da elite.
d) à constante preocupação com o preço dos ali-mentos e com a fixação do homem à terra, presentes no governo Jânio Quadros.
e) à ênfase dada pelos governos da República Velha ao acesso democrático à terra, após o episódio de Canudos.
Resposta: C
Resolução: Na época colonial, a doação de sesmarias (grandes propriedades rurais) objetivava o estreitamento das relações sociais entre os membros da elite, provocando o surgimento de uma estrutura fundiária que excluía a maioria da população. A Lei de Terras, de 1850, confirmou a concentração fundiária e a exclusão social, ao impedir que os ex-escravos e os imigrantes tivessem acesso à terra, pois a única maneira de adquiri-la era por meio da compra.
3) "Do rei os donatários não recebiam mais do que a própria terra e os poderes para conquistá-la".
Eduardo Bueno - Capitães do Brasil Assinale a altemativa correta sobre o sistema de colonização citado no texto.

a) O sistema de capitanias tinha por objetivo soiucionar a questão demográfica em Portugal, deslocando para a colônla o excedente de população.
b) Pernambuco e São Vicente foram as capitanias bem sucedidas, graças ao apoio francês ao comércio do açúcar e extrativismo de pau-brasil.
c) Financiado totaimente peio govemo português, fracassou em virtude da péssima administração.
d) As lutas contra nativos, iongas distâncias, faita de recursos, levaram o sistema ao fracasso; embora seu iegado como o latifúndio e a estrutura social excludente tenham sido duradouros em nosso país.
e) A excelente situação econômica de Portugal facilitou o apoio aos donatários que reproduziram no Brasil o sistema feudal europeu.

Resposta: D

4) "Está aí a explicação para a originalidade do Brasil na América Latina: manter a unidade e ser durante o século XIX a única monarquia da América."
Caceres - Història do Brasil

Assinale a altemativa que justifica a frase acima:

a) A unidade e a monarquia interessavam à elite proprietària que temia o fim do trabalho escravo e as lutas regionais, dai a independência feita de cima para baixo.
b) A forma de govemo monàrquico fora imposição da Ingiaterra para reconhecer nossa independência.
c) Os líderes da aristocracia rural eram abolicionistas e republicanos e relutaram em aceitar o govemo monárquico.
d) O separatismo nunca esteve presente em nossa História, nem na fase colonial e tampouco no império.
e) O liberais no Brasil da época não temiam a haitização do país, já que defendiam o fim da escravidão e amplos direitos à população. Resposta: A

5) A descoberta do ouro, no final do século XVII e século XVIII, alterou o caráter da colonização brasileira na medida em que:

a) a colonização ficou restrita ao litoral, não gerando grandes mudanças administrativas.
b) resultou na interiorização da colonização e na entrada maciça de colonos, surgindo uma sociedade urbana e um mercado interno.
c) o ouro, rigidamente controlado em sua exploração, não foi alvo de contrabando.
d) Portugal equilibrou sua balança de pagamentos, libertando-se da dependência econômica inglesa.
e) o trabalho escravo foi suplantado pelo trabalho livre, desenvolvendo-se também as manufaturas com a proteção do governo colonial.

Resolução: O ciclo da mineração, sucedendo ao ciclo do açúcar na economia colonial brasileira, alterou certas características da estrutura socioeconômica do Brasil. Claro que, com o fim do ciclo minerador e o advento do Renascimento Agrícola, características como a urbanização perderam muito de sua ênfase.
Resposta: C

6) Calcula-se que, na época do descobrimento, existiam no Brasil por volta de 5 milhões de índios. Atualmente restam aproximadamente 600 mil. Os índios brasileiros foram vitimados pelo processo
colonizador que os destruiu física e culturalmente. Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, apontamos:
a) o caráter primitivo de sua economia, incapaz de produzir excedentes.
b) o canibalismo e as bebedeiras rituais que desorganizavam a vida tribal.
c) as constantes guerras tribais que destruíam as fontes de abastecimento dos indígenas.
d) a utilização maciça do trabalho escravo indígena nas minas de ouro e seus deslocamentos pelo território.
e) a catequese, as epidemias, o trabalho escravo e a fome, que dizimaram física e culturalmente o indígena brasileiro.

Resolução
A alternativa e enumera as causas básicas da drástica redução da população indígena brasileira, incluindo a catequese como elemento aculturador. Faltou apenas citar o massacre puro e simples dos nativos, praticado muitas vezes pelos colonos.RESP: E

7) "O que mais espanta os Índios e os faz fugir dos Portugueses, e por conseqüência das igrejas, são as tiranias que com eles usam, obrigando-os a servir toda sua vida como escravos, apartando mulheres de maridos, pais de filhos, ferrando-os, vendendo-os, etc. [...] estas injustiças foram a causa da destruição das igrejas..."
Padre José de Anchieta, na segunda metade do século XVI.
A partir do texto, é correto afirmar que
a) a defesa dos indígenas feita por Anchieta estava relacionada a problemas de ordem pessoal entre ele e os colonizadores da capitania de São Paulo.
b) a escravidão dos índios, a despeito das críticas de Anchieta, foi uma prática comum durante o período colonial, estimulada pela Coroa portuguesa.
c) os conflitos entre jesuítas e colonizadores foram constantes em várias regiões, tais quais: Maranhão, São Paulo e Missões dos Sete Povos do Uruguai.
d) a posição de defesa dos indígenas, assumida por Anchieta, foi isolada nas Américas, tanto na Portuguesa quanto na Espanhola.
e) a defesa dos jesuítas foi assumida pela Coroa nos episódios em que essa ordem religiosa lutou por interesses antagônicos aos dos colonizadores.

Resposta: C
Resolução: No texto o padre José de Anchieta faz uma crítica aos colonos portugueses no Brasil pelo fato de se confrontarem com os índios, destruindo aldeias ou escravizando-os, chocando-se com a ação catequisadora dos jesuítas. Em alguns momentos da história colonial do Brasil o choque de interesses de colonos e jesuítas foi mais acentuado, como durante a "Botada dos padres pra fora" (1641), em São Paulo, a Revolta de Beckman (1684) no Maranhão, ou a Guerra Guaranítica na região sul (1753-1756), neste caso um conflito entre jesuítas e índios contra as tropas portuguesas e espanholas.
8) "... Os moradores desta Costa do Brasil todos têm terras de Sesmarias dadas e repartidas pelos Capitães da terra, e a primeira cousa que pretendem alcançar, são os escravos para lhes fazerem e grangearem suas roças e fazendas, porque sem eles não se podem sustentar na terra: e uma das cousas porque o Brasil não floresce muito mais, é pelos escravos que se levantaram e fugiram para suas terras e fogem cada dia: e se estes índios não fossem tão fugitivos e mudáveis, não tivera comparação a riqueza do Brasil."
(GANDAVO, Pero de Magalhães, Tratado da Terra do Brasil. História da Província de Santa Cruz. Belo Horizonte: Itatiaia, 1980, p. 42)
Sobre o trabalho no Brasil, no período colonial, podemos afirmar:
a) Era executado por portugueses pobres que podiam obter terras à vontade e assim desenvolver a economia familiar baseada na pequena propriedade.
b) Foi realizado exclusivamente por negros africanos escravizados, uma vez que os índios resistiram à escravidão e fugiam para o interior da América Portuguesa.
c) Desenvolveu-se o sistema de produção missionário, baseado na exploração da mão-de-obra indígena que impediu a escravização dos povos indígenas.
d) Foi realizado principalmente por degredados portugueses, que eram obrigados a trabalhar em latifúndios pertencentes à Coroa portuguesa.
e) Era visto como uma atividade desonrosa para os brancos e destinada, sobretudo, aos nativos e aos negros africanos escravizados.
Resposta: E
Resolução a alternativa destaca uma característica da cultura da época, influenciada por valores medievais, segundo a qual o trabalho era desonroso para os homens brancos da elite, destinado portanto a elementos inferiores como os índios e os negros escravizados.

9) "Ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos" Antonil, André João, Cultura e Opulência no Brasil. Belo Horizonte: Ed Itatiaia, 1982, p. 75
O Engenho de açúcar teve papel decisivo no processo de colonização do Brasil. Com relação a isso:
a) Quais eram as características econômicas do engenho de açúcar?
b) Do ponto de vista social, qual o papel do engenho de açúcar nas estruturas de poder da sociedade colonial brasileira?
Resolução
a) Foi a atividade açucareira que determinou o início da ocupação e exploração portuguesa no Brasil. O engenho era a unidade básica de produção nos primórdios da colonização do Brasil, caracterizado pela grande extensão territorial (latifúndio) monocultura e pelo trabalho escravo, predominantemente africano. O desenvolvimento do engenho possibilitou que outras atividades econômicas se desenvolvessem, como a agricultura de subsistência e a pecuária.
b) A sociedade açucareira caracterizou pela polarização (existência de duas camadas sociais importantes, senhores e escravos), pelo imobilismo social, pelo patriarcalismo. A elite detinha não apenas as terras e o capital, mas também os direitos políticos, uma vez que apenas os "homens bons" estavam aptos a ocupar os cargos das câmaras municipais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário