Criado em 11/08/2009 esse espaço visa oferecer suporte teórico e/ou pedagógico para que os alunos e interessados sistematizem conteúdos e aprendizagens acerca dos estudos históricos. Abraço fraterno! da pró Isa
quinta-feira, 18 de março de 2010
1ª GUERRA MUNDIAL
Vários problemas atingiam as principais nações européias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.
Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade para retomar a rica região perdida.
O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.
O início da Grande Guerra
O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.
Política de Alianças
Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.
Desenvolvimento.
As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.
Fim do conflito
Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
8ª Série
- Partilha da África e Ásia (insatisfação da Itália e Alemanha que ficaram com territórios pequenos e desvalorizados)
- Concorrência econômica entre as potências européias e corrida armamentista
- Nacionalismos (pan-germanismo e pan-eslavismo) e rivalidades
Início da Guerra
- Estopim (começo) : assassinato do príncipe do Império Austro-Hungaro Francisco Ferdinando
- A guerra espalha-se pela Europa e por outras nações do mundo
- Formação de Alianças: Entente (Inglaterra, França e Rússia) x Aliança ( Itália, Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- Brasil participa ao lado da Tríplice Entente, enviando enfermeiros e medicamentos
- Guerra de Trincheiras
Novas Tecnologias de Guerra
- A participação das Mulheres como operárias na indústria de armamentos
- Uso de aviões, submarinos e tanques de guerra.
O Fim da Guerra
- 1917 : entrada dos EUA e derrota da Tríplice Aliança ( Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- O Tratado de Versalhes: imposições aos derrotados
- Resultado da Guerra : 10 milhões de mortos / cidades destruídas / Campos arrasados
7ª Série
INGLATERRA DO SÉCULO XVII
Este século foi marcante, visto que o país atravessou duas tormentas, ou movimentos revolucionários que sacudiram as bases monárquicas. A primeira foi a REVOLUÇÃO PURITANA, DE 1640. a segunda foi a REVOLUÇÃO GLORIOSA, de 1688. as duas fazem parte do mesmo processo revolucionário. Por isso o motivo de mencionar revolução e não revoluções da Inglaterra.
Essa revolução foi uma das primeiras manifestações da crise do Antigo Regime, ou forma absolutista de governo. Isso tudo deu base para o pleno desenvolvimento do capitalismo e da revolução industrial do século XVIII. De certa forma esta pode ser considerada a primeira revolução burguesa da Europa.
VIDA SOCIAL ANTES DA REVOLUÇÃO
Com a Dinastia Tudor, a Inglaterra teve muitas conquistas, que serviram de base para o desenvolvimento econômico do país. Seus maiores representantes foram os monarcas Henrique VIII e Elisabeth I, que entre outros feitos conseguiram: unificar o país,dominar a nobreza, afastar-se do Papa além de confiscar os bens da igreja católica , e ao mesmo tempo criar a igreja anglicana, e entrar na disputa por colônias com os espanhóis.
Foram com esses monarcas que ocorreu a formação de monopólios comerciais, como a Companhia das Índias Orientais e dos Mercadores Aventureiros. Isto serviu para impedir a livre concorrência,embora essa ação tenha sufocado alguns setores da burguesia. Como por exemplo os artesões, que se viram obrigados a pagar mais caro por alimentos e produtos usados nos seus serviços. Isto resultou na divisão da burguesia: de um lado, os grandes comerciantes que gostaram da política de monopólio, e de outro a pequena burguesia que queria a livre concorrência.
Outro problema era a detenção de privilégios nas mãos das corporações de ofício. Também outra situação problemática era na zona rural, com a alta dos produtos agrícolas, as terras foram valorizadas. Isso gerou os cercamentos, isto é, os grandes proprietários rurais que aumentavam suas terras por ocupar as terras coletivas, transformando-as em privadas. O resultado foi: a expulsão de camponeses do campo e a criação de grandes propriedades para a criação de ovelhas e para a produção de lã.
Para não deixar o conflito entre camponeses e grandes proprietários aumentasse o governo tentou impedir os cercamentos. Claro que com essa ação a nobreza rural, Gentry, e a burguesia mercantil foram fortes oponentes.
NOTA: gentry era a nobreza progressista rural, uma nobreza aburguesada.
DIANSTIA STUART
Esta dinastia iniciou-se após a morte da rainha Elisabeth, em 1603. O primeiro rei foi JAIME I, rei da Escócia. Este, dissolveu o parlamento várias vezes e quis implantar uma monarquia absoluta do direito divino. Infelizmente foi radical, pois perseguiu os católicos e seitas menores, sob o pretexto de estes mesmos estavam organizando a Conspiração da Pólvora em 1605. Muitos que ficaram descontentes começaram a para a América do norte.
Os atritos entre rei e parlamento ficaram fortes e intensos , principalmente depois de 1610.
Em 1625, houve a morte do Jaime I e seu filho , Carlos I, assumiu o poder. Em 1628, com tantas guerras, o rei viu-se obrigado a convocar um parlamento , que foi bem hostil, até exigiram o cumprimento da “petição dos direitos”. Isto quer dizer, o parlamento queria o controle da política financeira e do exército, além de regularizar a convocação do parlamento. A resposta real foi bem clara: a dissolução do parlamento, que voltaria a ser convocado em 1640.
O rei Carlos governou sem parlamento, mas ele buscou o apoio da Câmara Estrelada, uma espécie de tribunal ligado ao Conselho Privado do Rei. Para reforçar o absolutismo, Carlos I aumentou os impostos, ou seja, começou a cobrar impostos que antes já haviam caído no desuso, como exemplo o ship money, imposto criado para proteger as cidades portuárias de ataques piratas, agora com Carlos esse imposto passou a ser cobrado até mesmo nas cidades de interior, onde dificilmente um pirata atacaria. Também tentou impor a religião anglicana aos calvinistas escoceses( presbiterianos). Isso gerou rebeliões por parte dos escoceses que invadiram o norte da Inglaterra. Com isso o rei viu-se obrigado a reabrir o parlamento em abril de 1640 para obter ajuda da burguesia e da Gentry. Mas o parlamento tinha mais interesse no combate ao absolutismo. Por isso foi fechado novamente. Em novembro do mesmo ano foi convocado de novo. Desta vez ficou como o longo parlamento, que se manteve até 1653.
A REVOLUÇÃO PURITANA
A guerra civil inglesa estendeu-se de 1612 à 1649, e dividiu o país. De um lado havia os cavaleiros, o exército fiel ao rei e apoiado pelos senhores feudais. Do outro, os cabeças-redondas, visto que não usavam perucas e estavam ligados a gentry, eram forças que apoiavam o parlamento.
O parlamento foi bastante radical em suas ações. Começou por dissolver a câmara estrelada, proibiu o rei de ter um exército permanente, tomou a liderança política e tributária do país, culpou o rei por um levante na Irlanda católica em 1641.
Em 1642, começava a guerra civil. Oxford tornou-se a sede do rei, onde se organizou um exército de 20 mil homens. O apoio veio dos aristocratas do oeste e do norte, juntamente com uma parte dos ricos burgueses , que estavam preocupados com as agitações sociais. Em contra partida o exército do parlamento foi comandado por Oliver Cromwell, originado de uma família de nobres calvinistas. Com ele o exército teve grandes mudanças. Era formado por camponeses, burgueses de Londres e a gentry. O mais importante fato neste exército, era que as classes hierárquicas seriam alcançadas não mais por nascimento mais sim por merecimento. Isto serviu de grande incentivo entre os combatentes. Esse exército foi decisivo na Batalha final de Naseby em 1645. Carlos I perdeu a guerra e fugiu para a Escócia, lá ele foi preso e vendido para o parlamento inglês , curiosamente pelo parlamento escocês. ( ele não teve sorte com parlamentos!).
Já entre o vitorioso exército do parlamento, havia uma divisão entre os Grandes, ou seja, o alto escalão dos oficiais, e os niveladores, que avançados para época, eram a maior parte dos combatentes. Suas idéias eram : comércio livre para os pequenos produtores, proteção à pequenas propriedades, fim do pagamento do dízimo à igreja, separação da igreja e do estado, fim dos cercamentos e direito de votos para todos.
Tentaram assumir o controle do exército em 1647. com toda essa agitação, Carlos I conseguiu fugir. Mas com a união do exército , ele foi capturado e decapitado. O parlamento foi desativado, por excluir 96 membros e prender 47. com a morte de Carlos I em 30 de janeiro de 1649, a república foi proclamada em 19 de maio do mesmo ano.
GOVERNO DE CROMWELL
O governo de Oliver Cromwell atendia os interesses burgueses. Quando começou a haver rebeliões na Escócia e na Irlanda, ele as reprimiu com brutalidade. Oliver procurou eliminar a reação monarquista. Fez uma “limpeza” no exército. Executou os líderes escavadores( estes eram trabalhadores rurais que queriam tomar terras do estado, nobreza e clero). Com tantas execuções os menos favorecidos ficaram a “mercê da sorte” e acabaram por entrar em movimentos religiosos radicais.
Uma medida para combater os holandeses e fortalecer o comércio foi os Atos da navegação. Essa lei resumia-se no seguinte: o comércio com a Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou dos países que faziam negócios com a Inglaterra.
Em 1653, Oliver autonomeou-se Lorde Protetor, seus poderes eram tão absolutos quanto de um rei. Mas ele recusou-se a usar uma coroa. Embora na prática agia como um soberano. Com apoio dos militares e burgueses, impôs a ditadura puritana, porque governou com rigidez e intolerância, com idéias puritanas. Ele morreu em 1658 e seu filho Richard assumiu o poder. Mas este logo foi deposto em 1659.
A RESTAURAÇÃO STUART E A REVOLUÇÃO GLORIOSA
Após a Richard, Carlos II, da família Stuart, é proclamado rei da Inglaterra em 1660. os poderes de Carlos eram limitados. Por isso ele estreitou ligações com o rei francês Luis XIV, isto logo manchou sua reputação com o parlamento.
Carlos II baixou novos atos de navegação favoráveis ao comércio inglês. Envolveu-se na guerra com a Holanda. Em 1673, o parlamento aprovou a lei do teste: todo o funcionário público deveria professar o anticatolicismo. Com essas atitudes o parlamento ficou dividido em dois grupos: os whigs, que eram contra o rei e favoráveis às mudanças revolucionárias além de serem ligados a burguesia. Os tories, eram defensores feudais e ligados à antiga aristocracia feudal.
Em 1685, morreu Carlos II e seu irmão Jaime II assume o governo. Este tomou medidas drásticas, quis restaurar o absolutismo, o catolicismo( em um país com outras tendências religiosas), também punia os revoltosos com a negação do habeas corpus- proteção a prisão sem motivo legal- o parlamento não tolerou esse comportamento e convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e esposa de Guilherme de Orange, para ser rainha . com isso o rei foge para a França e Maria Stuart e seu esposo tornaram-se monarcas ingleses. Esta foi a revolução Gloriosa.
Os novos soberanos tinham alguns deveres. Por exemplo, tiveram de aceitar a Declaração dos Diretos. Esta declaração tirava boa parte doa poderes reais. O rei ficou apenas como um símbolo, pois quem realmente governava era o parlamento. Visto que de acordo com a declaração o rei não podia cancelar as leis parlamentares; o reino poderia ser entregue a quem o parlamento quisesse, após a morte do rei; inspetores controlariam as contas reais; e o rei não deveria manter um exército em épocas de paz.
As decisões administrativas passaram a serem tomadas por ministros,e o tesouro ficou sob a direção de altos funcionários.
Com tudo isso, houve a criação do banco da Inglaterra, em 1694.
terça-feira, 16 de março de 2010
Revisão para teste -1ª etapa( 6ª;7ª;8ª)
Estou aqui de cama mas preocupada com a revisão por isso, disponibilizei algumas dicas importantes e/ou questões pertinentes as nossas reflexões acerca dos conteúdos trabalhados...APROVEITEM!! BONS ESTUDOS!
Revisão para teste -1ª etapa
(6ª série)
“O Feudalismo europeu ocidental entrou num período de crise aguda no século XIV, e daí por diante se desintegrou, com maior ou menor rapidez, em diferentes regiões.”
(SWEEZY, Paul et al. A transição do feudalismo para o capitalismo – um debate.)
Todas as alternativas apresentam as razões fundamentais dessa crise, EXCETO
a) A superexploração do trabalho dos servos pelos nobres, que exigiam deles um maior tempo de trabalho.
b) As revoltas camponesas e urbanas atribuídas à miséria que passou a caracterizar a vida de camponeses e trabalhadores.
c) O esgotamento das forças produtivas acentuado pela crise demográfica derivada da Peste Negra.
d) A descoberta de novas minas de ouro e prata em territórios americanos, gerando a disputa entre várias nações pelo seu domínio.
“A peste, a fome e a guerra constituíram os elementos mais visíveis e terríveis que se conhece, como a crise do século XIV.”
Todas as alternativas apresentam desdobramentos dessa crise ocorrida na Baixa Idade Média, EXCETO:
O declínio do feudalismo enquanto sistema econômico.
A extinção de todas as práticas feudais naquele período.
O aparecimento de práticas típicas do capitalismo.
O surgimento de “novos senhores da economia” (banqueiros).
A Baixa Idade Média foi um período de profundas transformações para a sociedade européia. Assinale a alternativa que melhor exprime essas mudanças.
a) A Europa viveu um aumento populacional a partir do século XIV acompanhado de um aumento na produção agrícola que se manteve constante durante todo o século.
b) A produção agrícola teve uma ampliação acompanhada de um grande aumento populacional que acabou gerando fome e super exploração dos servos.
c) A produção agrícola diminuiu com o desgaste do solo, mas graças as novas técnicas foi possível manter a Europa abastecida.
d) A fome e a peste ocasionaram um grande aumento populacional, o que possibilitou um aumento no excedente agrícola e o renascimento do comércio.
e) O nascimento de uma nova classe social marca o período, ou seja, o surgimento do proletariado.
Leia o trecho abaixo.
"Assim, pois, a cidade de Deus que é tomada como una, na realidade tripla. Alguns rezam, outros lutam, outros trabalham. As três ordens vivem juntas e não podem ser separadas. Os serviços de cada uma dessas ordens permitem os trabalhos das outras duas e cada uma por sua vez presta apoio às demais ".
Os segmentos sociais citados no texto são, respectivamente:
servos, nobres, cavaleiros.
clérigos, cavaleiros, escravos.
escravos, jornaleiros, nobres.
clérigos, nobres, servos.